Como o processo escala sem perder qualidade
De 1 a 15 sites por dia com um operador: como o pipeline da TIDEX escala produção sem comprometer curadoria e qualidade.
O gargalo não é a IA — é o humano
A TIDEX consegue gerar 20 sites por dia em termos de capacidade de IA. O limite real é o humano que faz briefing, curadoria e validação. Com 15 minutos por projeto, uma pessoa operando 8 horas por dia consegue entregar no máximo 32 sites. Na prática, considerando intervalos e imprevistos, o número realista é 12 a 15 por dia. Esse é o teto atual com 1 operador. Descobrimos isso quando tentamos acelerar: empilhar 5 projetos seguidos sem pausa resultou em erros de curadoria no quarto e quinto site. A atenção humana degrada depois de 4 projetos consecutivos. Por isso limitamos a 4 projetos por bloco com 15 minutos de pausa entre blocos.
O que escala automaticamente
Três partes do processo escalam sem custo adicional: geração de código pela IA, deploy na Vercel e validação automatizada via Lighthouse. Se amanhã a gente tiver 50 clientes novos, o pipeline de IA processa todos sem fila. O custo de API sobe linearmente — R$2,30 por projeto, então 50 projetos custam R$115 de IA. O deploy é paralelo porque cada projeto tem seu próprio repositório GitHub. A validação Lighthouse roda em CI, então 50 builds rodam simultaneamente. Nenhuma dessas etapas precisa de contratação. A infraestrutura que suporta 1 projeto suporta 100 com o mesmo custo fixo de R$120/mês na Vercel Pro.
O que não escala sem gente
Briefing não escala sem contratar. Curadoria não escala sem contratar. São as duas tarefas que exigem julgamento humano e contexto do negócio do cliente. A solução óbvia é contratar operadores, e é o que a gente vai fazer quando a demanda justificar. Mas tem um problema que ninguém fala: treinar alguém pra fazer curadoria com o padrão TIDEX leva tempo. Nos nossos testes, um operador novo precisa de 10 projetos supervisionados antes de operar sozinho. Isso são 2.5 horas de mentoria por operador. O custo de onboarding é baixo em dinheiro mas alto em atenção do fundador. Por isso a gente prefere escalar devagar e manter qualidade do que acelerar e diluir o padrão.
Checklists como substituto de gestão
A gente não tem gerente de projeto. Não tem daily standup. O que mantém qualidade na escala é checklist. Cada projeto passa por 11 itens de verificação, divididos em 3 fases: briefing (3 itens), curadoria (4 itens) e validação (4 itens). Se o operador pular um item, o deploy é bloqueado. Esse sistema foi copiado da aviação — pilotos com 30 anos de experiência usam checklist em todo voo porque a memória humana falha sob pressão. Com 1 operador fazendo 12 sites por dia, cada um pra um negócio diferente, a pressão é real. O checklist tirou a taxa de erro de 15% nos pilotos iniciais pra 2% nos últimos 10 projetos.
O plano pra 100 projetos por mês
Hoje a gente faz cerca de 20 projetos por mês. O plano pra chegar a 100 tem 3 etapas. Primeira: automatizar o briefing com um formulário inteligente que faz follow-up baseado nas respostas — isso reduz o tempo humano de 3 minutos pra 1 minuto por briefing. Segunda: contratar 2 operadores e treiná-los com o sistema de 10 projetos supervisionados. Terceira: criar um modelo de curadoria assistida onde a IA pré-seleciona as melhores opções e o humano só confirma ou rejeita. Nos nossos testes preliminares, a curadoria assistida reduziu o tempo de 5 minutos pra 2 minutos por projeto sem perda de qualidade. Se tudo der certo, 3 operadores conseguem fazer 100 projetos por mês mantendo o padrão.