Briefing assistido: como capturamos o essencial rápido
7 perguntas em 3 minutos: como o briefing assistido da TIDEX extrai o essencial do cliente e alimenta o pipeline de IA.
7 perguntas em 3 minutos: o briefing que alimenta tudo
O briefing da TIDEX tem 7 perguntas fixas que levam 3 minutos pra responder. Elas alimentam diretamente o prompt principal do pipeline de IA. Antes eram 23 perguntas num formulário Google que ninguém terminava de preencher — taxa de conclusão de 34%. Quando cortamos pra 7, a taxa subiu pra 91% e a qualidade do output da IA ficou igual ou melhor. As 7 perguntas são: nome do negócio, o que faz em uma frase, público-alvo, diferencial principal, tom de voz preferido, se tem material visual existente e qual a ação principal que o visitante deve tomar no site. Cada resposta tem um campo correspondente no prompt.
Por que briefing por conversa e não por formulário
A gente faz briefing por WhatsApp ou chamada, nunca por formulário. O motivo é prático: quando a pessoa digita sozinha, ela escreve o que acha que a gente quer ouvir. Quando conversa, ela fala o que realmente importa. No case SRVM, o formulário diria "Design de interiores e produtos visuais". Na conversa, a Sarah disse "Eu faço design que conta histórias — cada projeto tem uma narrativa". Essa frase virou o posicionamento inteiro do site. O briefing assistido não é sobre extrair informação — é sobre ouvir o que a pessoa diz quando não está tentando ser formal. Isso exige um humano que saiba conduzir conversa, não um bot.
As 3 respostas que mais impactam o resultado
Das 7 perguntas, 3 definem 80% da qualidade do site final. A primeira é o diferencial: se o cliente diz "atendimento personalizado" (genérico), o site sai genérico. Se diz "faço acompanhamento nutricional por áudio todo dia às 7h" (específico), o site sai com personalidade. A segunda é o público-alvo: "todos" é a pior resposta possível. "Mulheres de 30-45 que treinam CrossFit em BH" é ouro. A terceira é a ação principal: "quero que me liguem" gera um site com CTA de telefone. "Quero que agendem online" gera um site completamente diferente. A gente aprendeu que investir 60 segundos extras nessas 3 perguntas economiza 10 minutos de curadoria depois.
O que fazemos quando o cliente não sabe responder
Acontece em 40% dos briefings: o cliente trava no diferencial. "Não sei o que me diferencia." A gente não julga — ajuda. Faço 3 perguntas de follow-up: por que seus clientes voltam? O que você faz que seu concorrente não faz? Se você tivesse que explicar seu negócio pra um vizinho no elevador, o que diria? Em 90% dos casos, uma dessas perguntas destrava. Os outros 10% precisam de mais conversa, e tudo bem — esses 10% geralmente são negócios em fase tão inicial que o site acaba ajudando o próprio dono a entender seu posicionamento. Já tive cliente que mudou o nome do negócio depois do briefing porque percebeu que o nome antigo não comunicava o que ele realmente fazia.
Como o briefing vira prompt
Cada resposta do briefing entra num template de prompt com variáveis marcadas. O nome do negócio vai pro Schema.org e pro llms.txt. O diferencial vira o headline principal e o primeiro parágrafo do about. O público-alvo define o tom e o vocabulário que a IA deve usar. A ação principal define o tipo de CTA e onde ele aparece. Esse mapeamento direto entre briefing e prompt elimina interpretação — o que o cliente diz é o que o site comunica. Sem gerente de projeto traduzindo, sem designer reinterpretando. A perda de informação entre briefing e entrega, que numa agência tradicional pode chegar a 60% segundo pesquisas de UX, no nosso processo fica abaixo de 10%.